terça-feira, 3 de setembro de 2019

Mediador, um grande aliado da inclusão

Amanda Lamego de Souza,
Coordenadora de Educação Inclusiva
da SME-BJ.


Para atendimento a determinadas demandas trazidas por alunos público-alvo de educação especial, por vezes, é necessária a presença de um mediador. Esse profissional deve sempre, em sua prática, procurar conduzir o aluno com deficiência à autonomia, auxiliando no enfrentamento de obstáculos, estimulando cognitivamente, apoiando e desenvolvendo a autoestima, criando laços entre este e seu grupo, de forma que a deficiência (ou TEA) não seja motivo de exclusão, mas de fortalecimento da solidariedade e aceitação das diferenças.

É fundamental ressaltar que, mesmo em turmas que tenham mediador, o responsável pedagógico pelo estudante é o regente da turma, sendo este o profissional que deve planejar as adequações de grande e pequeno porte, cabendo ao mediador a aplicação das mesmas.

Por ser um representante do processo de inclusão, o mediador precisa sempre ter uma postura condizente com sua importância, fazendo o possível para diminuir o preconceito e demais barreiras de afastamento entre o estudante com deficiência ou TEA e os demais estudantes e profissionais da escola, procurando:

• Reagir com autocontrole às situações problemas;

• Tratar o aluno com respeito, atenção, boa vontade e gentileza, sendo um exemplo de conduta a ser seguido pelos demais, lutando contra o preconceito e o estigma;

• Apoiar o professor de classe na atenção ao aluno com deficiência e aos demais alunos da classe para que o professor tenha a oportunidade de estar próximo de todos os alunos, inclusive do aluno com deficiência, procurando colocar-se de forma profissional, sem apoderar-se do aluno como “seu”, mas oportunizando a formação de vínculos entre o professor e seus alunos;

• Usar de atitudes e palavras de estímulo e consideração;

• Colocar-se sempre à disposição do professor e dos alunos demonstrando interesse em ajudar;

• Não realizar as tarefas para o aluno, permitindo que tenha autonomia e iniciativa;

• Compreender o ritmo e as peculiaridades de cada aluno, buscando informações e orientações com o professor de classe, equipe de Educação Especial, entre outros, para tirar dúvidas e enriquecer seu trabalho;

• Estar sensível às mudanças e ou alterações físicas, emocionais e mentais da criança;

• Zelar pelo bem estar físico; mental e social do aluno, intervindo em situações de conflito, cuidando de sua higiene (inclusive troca de fraldas, se necessário), alimentação, saúde (medicação com receita) e locomoção, dependendo de cada caso;

• Participar de capacitações e formações para seu desenvolvimento profissional;

• Oferecer à família do aluno com deficiência, informações básicas sobre a alimentação, cuidados de higiene e saúde através de instrumentos como a caderneta do aluno.

O trabalho do mediador precisa sempre ser em parceria com o regente e equipe escolar e é necessário lembrar que o aluno é da escola, e não do mediador somente, devendo toda a escola estar envolvida no processo de inclusão.

Porque inclusão de verdade 

só acontece com a participação de todos!

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