Por Amanda Lamego de Souza,
Coordenadora de Educação Inclusiva da SME-BJ.
Por muitas vezes, vemos correr em alguns ambientes, mitos que nos atrapalham a perceber a individualidade das pessoas com deficiência.
É fato que algumas tipologias tem características próprias, mas em linhas gerais, precisamos entender que cada indivíduo, com ou sem deficiência, precisa ser visto em sua singularidade, pois seu desenvolvimento depende de fatores como história e experiência de vida, estímulos afetivos e cognitivos,condições de saúde, danos causados pela deficiência ou pelo transtorno...
Percebendo cada um como único, fica mais fácil derrubar alguns mitos, como o da 'eterna infância', que faz com que muitos não sejam preparados para a vida adulta, sendo tolhidos do desenvolvimento de uma vida autônoma, laborativa e sexual. Muitas vezes, por acharem que estão protegendo, muitas famílias e profissionais não conversam e não orientam as Pcds sobre o desenvolvimento físico, as mudanças no corpo, o que às vezes os colocam em situações muito desconfortáveis.
Em algumas pessoas com deficiência, percebemos também uma grande impulsividade, causada pela falta de costume de pensar para responder, pensar para decidir, visto que muitas vezes vemos que os cuidadores, amigos, tomam a frente para responder e escolher, não permitindo à pessoa, o espaço de tomar suas próprias decisões, fazer pequenas escolhas como cor da roupa que vai usar, comida que prefere comer, fazendo com que acabem se acostumando a agir sem pensar ou só obedecer comandos.
Somente vendo a Pessoa antes da deficiência, olhando-a de forma individual, procurando perceber suas potencialidades podemos desmitificar e quebrar as barreiras que atrapalham o processo de inclusão dos indivíduos.